No dia 29 de junho, o governo federal lançou dois novos programas destinados aos adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Contudo, as iniciativas rapidamente se tornaram alvo de críticas. Representantes do grupo de adimplentes consideraram as novas medidas como "lixo" e expressaram insatisfação com a abordagem do governo.
O primeiro programa, chamado Desenrola Adimplentes, é descrito como uma expansão do Novo Desenrola Brasil. O objetivo dessa iniciativa é reduzir o risco de inadimplência entre cidadãos que estão na informalidade e que, apesar de manterem suas obrigações financeiras em dia, possuem dívidas com atraso de até 90 dias. O governo espera que o programa ajude a estabilizar a situação financeira desses indivíduos.
Além disso, foi anunciado o Fies Empreendedor, uma linha de crédito que, segundo as autoridades, funcionará como um estímulo à adimplência nos contratos do Fies. Entretanto, a proposta não prevê perdão, desconto ou renegociação de dívidas já existentes. O foco está em proporcionar crédito para apoiar a próxima fase da carreira de estudantes recém-formados, especialmente visando o financiamento de atividades empreendedoras.
Apesar das intenções declaradas, o grupo Adimplentes do Fies se mostrou cético em relação aos novos programas. Eles criticaram a falta de diálogo com a categoria, afirmando que não foram consultados sobre as propostas e que a situação atual perpetua desigualdades. Os representantes destacaram: "Não vamos aceitar nenhum tipo de negociação que não inclua os 77% de desconto que exigimos, considerando que foi oferecido 99% de desconto para quem estava inadimplente".
Após o anúncio, o Fies Empreendedor foi classificado pelo grupo como "lixo do lixo", enfatizando que os adimplentes não desejam contrair novas dívidas, mas sim receber descontos significativos. Nas redes sociais, a insatisfação foi compartilhada amplamente, com comentários de que o governo falhou ao apresentar propostas que não atendem às necessidades reais dos adimplentes.
Essas reações evidenciam um descontentamento crescente entre os adimplentes do Fies, que esperam soluções mais justas e equitativas para suas situações financeiras.




