Momentos de tensão para a vereadora Benny Briolly

A ativista e vereadora Benny Briolly, da cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, compartilhou sua experiência aterrorizante ao ser alvo de uma emboscada na tarde de quarta-feira, 23 de julho, enquanto estava em visita à Aldeia Rio Pequeno, localizada em Paraty.

Em entrevista à coluna de Fábia Oliveira, Briolly relatou que a situação se transformou rapidamente em um pesadelo, levando-a a deixar a comunidade de forma apressada devido a ameaças sérias que recebeu no local. "Achei que eu ia morrer", declarou, expressando seu desespero.

Detalhes da emboscada

Conforme relato da vereadora, ela estava acompanhada da cacique Neusa Guarani, uma importante liderança indígena da região, com o intuito de conhecer melhor a rotina da comunidade. No entanto, a visita tomou um rumo sombrio quando dois veículos bloquearam o carro de seu motorista, e um terceiro carro apareceu, obrigando a equipe a se retirar rapidamente do local.

Benny narrou que, em um momento de desespero, buscaram abrigo na casa da cacique, onde se sentiram temporariamente seguras. "Foi uma situação horrível. Marquei uma agenda para visitar as aldeias e, de repente, nos vimos em perigo", afirmou.

Ameaças constantes

A vereadora, que é a primeira mulher trans a exercer o cargo em Niterói, comentou que frequentemente recebe ameaças, mas este foi o primeiro episódio em que teve a sensação real de estar sendo perseguida. "Tenho muitas ameaças, mas ser perseguida foi a primeira vez. Achei que eu ia morrer", enfatizou.

Medidas a serem tomadas

Briolly disse que tomará providências legais em relação ao ocorrido e que levará o caso às autoridades competentes. "Vamos denunciar e estamos acionando o programa de proteção. Alguma coisa precisa ser feita", declarou. Ela ressaltou que o incidente pode ser interpretado como uma tentativa de intimidação e lamentou não ter conseguido gravar os tiros disparados, pois a prioridade era escapar com segurança, especialmente porque havia crianças presentes.

A ativista não hesitou em criticar a situação, mencionando que a violência contra ativistas e líderes comunitários é uma realidade preocupante: "Grileiros matam", acusou, evidenciando o clima de insegurança que envolve defensores dos direitos humanos na região.