José Múcio se encontra com autoridades venezuelanas
O ministro da Defesa do Brasil, José Múcio, embarca para Caracas nesta terça-feira (30/6), a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A missão é fundamental para articular ajuda humanitária ao país vizinho, que sofreu com dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, ocorridos na última quarta-feira (24/6).
Os tremores devastaram diversas regiões da Venezuela, resultando em 1.719 mortes confirmadas, além de mais de 5 mil feridos e quase 16 mil pessoas desaparecidas.
Reuniões estratégicas e composições da comitiva
Durante sua estadia em Caracas, Múcio tem agendada uma reunião com Gustavo González López, o ministro da Defesa da Venezuela. A delegação brasileira também conta com Inês da Silva Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, e Augusto Henrique Alves Rabelo, secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades.
Voo humanitário e envio de suprimentos
Além das reuniões, o governo brasileiro está organizando o envio de um quinto voo humanitário. A aeronave partirá da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino a Caracas, levando equipamentos essenciais para o Hospital de Campanha que já está em operação na região de La Guaira.
Antes de seguir para a capital venezuelana, o voo fará uma parada na Base Aérea de São Paulo, onde cerca de 5,5 toneladas de insumos doados pelo Ministério da Saúde serão embarcadas. Essa carga inclui medicamentos e testes rápidos, todos requisitados pelas autoridades da Venezuela. Segundo informações do governo, essa operação não afetará o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS).
Materiais e profissionais que serão enviados
O Brasil se comprometeu a fornecer uma vasta gama de suporte à Venezuela, que inclui:
- Quatro especialistas da Defesa Civil, responsáveis pela coordenação da operação;
- 71 bombeiros militares para auxiliar nos resgates;
- Seis técnicos da Anatel para suporte técnico;
- Cem purificadores de água, cada um com capacidade de 5 mil litros por dia;
- Seis toneladas e meia de medicamentos e insumos de saúde;
- Um Hospital de Campanha com 20 leitos, preparado para cirurgias e emergências, incluindo um módulo infantil e estrutura para pandemias;
- Noventa e três militares da Marinha para operar o hospital de campanha.
A colaboração entre os dois países é crucial neste momento de crise, proporcionando apoio direto às comunidades afetadas e buscando aliviar a dor e o sofrimento das vítimas dos terremotos.




