A contagem regressiva para as eleições de 2026 já começou, e a política externa brasileira, sob a liderança de Flávio Bolsonaro, tem gerado intensos debates sobre a suposta submissão aos interesses norte-americanos. Recentemente, uma carta enviada por Marco Rubio, secretário do Departamento de Estado dos EUA, trouxe à tona novos questionamentos sobre a postura de Flávio em relação ao governo americano.

Segundo informações reveladas por Paulo Figueiredo, neto do ex-ditador brasileiro João Baptista de Oliveira Figueiredo e assessor de Eduardo Bolsonaro, a carta de Rubio sugere que Flávio ofereceu uma “equipe de transição” para auxiliar o governo dos EUA, caso este se reeleja em 2024. Este gesto, no entanto, suscita discussões sobre a legalidade e a ética da proposta, visto que a legislação brasileira determina que as equipes de transição têm como única função facilitar a passagem de um governo para outro, e não atuar como aliados de países estrangeiros.

A carta mencionada foi recebida por Flávio no dia 23 de junho, e no mesmo dia, ele fez uma solicitação ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos para participar de uma audiência pública relacionada às tarifas propostas pelo governo Trump contra o Brasil. Essas tarifas, que receberam o apelido de “Tariflávio”, foram anunciadas logo após uma reunião entre Flávio e Trump na Casa Branca.

Em meio a essas negociações, Flávio assegura que sua solicitação a Trump — para classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas — não tem relação com as tarifas impostas aos produtos brasileiros. Contudo, é importante lembrar que, durante o primeiro aumento de tarifas em março do ano passado, Flávio e seu irmão Eduardo apoiaram a medida, assim como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Ademais, quando Trump adotou uma postura agressiva com relação ao tráfico de drogas no Caribe, Flávio chegou a sugerir que o governo dos EUA adotasse táticas semelhantes na Baía de Guanabara, evidenciando uma aproximação preocupante entre a política brasileira e os interesses dos Estados Unidos.

As ações de Flávio e Eduardo Bolsonaro estão gerando críticas, com muitos afirmando que eles se comportam como vassalos do presidente americano. A situação é emblemática para entender como a política externa do Brasil, sob a influência da extrema direita, pode comprometer a soberania nacional em nome de acordos e interesses que não necessariamente favorecem o país.