Na última terça-feira (11/8), o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que se escondeu em um caminhão de alimentos para embarcar em um voo secreto ao deixar a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada na Turquia no mês anterior. A operação foi desencadeada por uma ameaça atribuída ao Irã, conforme divulgado pelo The Washington Post.
Durante uma entrevista à imprensa, ao retornar de uma viagem a Ohio, Trump afirmou que seguiu as instruções do Serviço Secreto e das forças armadas, sem questionar a natureza da ameaça. Ele enfatizou sua desconfiança em relação ao Irã, destacando que, ao longo de sua presidência, recebeu inúmeras ameaças que não chegam ao conhecimento público.
Declarações de Trump sobre a Ameaça
Trump declarou: "Eles [Serviço Secreto] queriam que eu pegasse um voo diferente, um avião diferente. Eu faço o que eles dizem. Acho que havia uma ameaça por aí. Eu não perguntei muito sobre isso. Eu recebo muitas ameaças". O ex-presidente foi firme em sua visão sobre o Irã: "Eu não confio no Irã. Sou a última pessoa a confiar no Irã. Eles mentiram para mim constantemente".
Ao ser questionado sobre o risco enfrentado por mais de 100 pessoas que estavam a bordo do avião que serviu como possível “isca”, Trump minimizou a situação, afirmando que ele próprio estava sob maior risco. "Na verdade, acho que o avião em que voei corria um risco maior porque esse seria, na minha opinião, o avião que eles provavelmente escolheriam como alvo".
Detalhes da Operação Secreta
A operação de retirada de Trump da Turquia envolveu uma estratégia de troca de aeronaves para dificultar a identificação do verdadeiro voo do presidente. Após a identificação de uma ameaça considerada plausível, as autoridades americanas decidiram agir rapidamente.
Na ocasião, Trump aparentou embarcar no Air Force One diante das câmeras, acenando para a imprensa. No entanto, ele deixou a aeronave sem ser notado e foi transportado por um veículo que normalmente transporta alimentos e suprimentos até um C-32A da Força Aérea dos Estados Unidos, uma versão militar do Boeing 757. Enquanto isso, o Air Force One seguiu viagem com jornalistas e funcionários da Casa Branca, servindo como uma distração.
O presidente decolou em direção ao Reino Unido, onde chegou por volta das 22h10, em uma operação que destacou não apenas os riscos enfrentados pelo ex-presidente, mas também a complexidade das medidas de segurança necessárias para proteger líderes em situações de risco.




