Na última quinta-feira, 27 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu proibir Giovanni Calderon, candidato do PL, de participar das eleições deste ano utilizando o nome de urna "Giovanni Sanches". A medida visa evitar confusões entre os eleitores, uma vez que o sobrenome é associado ao prefeito de Guarulhos, Lucas Sanches, que é seu apoiador.
Esta decisão acontece após o TRE ter determinado, no final de semana anterior, a retirada de material de campanha que apresentava apenas a imagem do prefeito Lucas Sanches, sem qualquer referência ao candidato. O tribunal identificou uma tentativa deliberada de confundir a população, colocando em risco a clareza do processo eleitoral.
Giovanni, que é conhecido formalmente como Giovanni Giudice Calderon, escolheu adotar o sobrenome do prefeito para sua candidatura, apesar de não haver relação de parentesco entre eles. Ele alegou que seu reconhecimento na Câmara Municipal era como "Giovanni do Lucas Sanches", justificando assim a escolha do sobrenome para a urna. Entretanto, essa explicação não foi suficiente para convencer os magistrados do TRE.
Os juízes, em uma votação unânime, entenderam que existe uma diferença jurídica significativa entre os nomes propostos. A relatora do caso, Maria Cláudia Bedotti, explicou que a identificação como "Giovanni do Lucas Sanches" deixa clara a relação pessoal e política entre eles, enquanto a forma simplificada "Giovanni Sanches" pode ser interpretada como um sobrenome civil, o que não é o caso.
A juíza auxiliar Cláudia Fonseca Fanucchi já havia emitido uma liminar no domingo anterior, ordenando que Giovanni retirasse de circulação os materiais publicitários que apresentavam unicamente a imagem do prefeito associada ao número eleitoral, o que, segundo ela, poderia dificultar a identificação do verdadeiro candidato por parte do eleitor.
O uso de computação gráfica para alterar as imagens dos rostos dos candidatos também foi criticado, uma vez que poderia induzir os eleitores a confundir os dois. A juíza enfatizou que essa prática pode impactar negativamente a transparência da eleição ao obscurecer a identificação do candidato real.
Com a decisão, Giovanni poderá optar por manter sua candidatura utilizando seu nome completo ou a expressão "Giovanni do Lucas Sanches", conforme sugerido pelo TRE. Essa situação levanta questões importantes sobre a ética nas campanhas eleitorais e a necessidade de uma comunicação clara e transparente para os eleitores.




