O Senado da República Brasileira aprovou, na terça-feira (1º de setembro de 2026), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para assumir uma das vagas de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU). A votação, realizada de forma secreta, resultou em 63 votos a favor e 4 contra, com 14 senadores ausentes.
Com esta aprovação, a nomeação de Pacheco agora aguarda a confirmação da Câmara dos Deputados. O senador foi escolhido para ocupar a vaga deixada pelo ministro Bruno Dantas, que anunciou sua renúncia ao cargo na manhã de segunda-feira (31 de agosto). A saída de Dantas já era aguardada há vários meses.
O processo de votação no Senado teve como relator o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Vale destacar que, das nove cadeiras do TCU, três são designadas pelo Senado, três pela Câmara dos Deputados e três pela Presidência da República. Dentre essas, apenas os indicados pelo Executivo precisam passar por uma sabatina pública antes da votação, enquanto a indicação de Pacheco seguiu diretamente para o plenário por conta de ser uma cota do Senado.
A Indicação e o Contexto Político
A escolha de Rodrigo Pacheco para o TCU ocorre após sua consideração para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), era um dos defensores do nome de Pacheco para a Corte, mas a indicação foi para o advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Informações do site Poder360 indicam que Alcolumbre ofereceu a Pacheco a posição no TCU diante da iminente saída de Bruno Dantas, ressaltando que, caso o senador aceitasse, sua aprovação no plenário seria facilitada devido ao seu apoio.
O TCU exerce um papel fundamental no sistema governamental brasileiro, sendo encarregado da fiscalização das contas do Poder Executivo e de auxiliar o Congresso na supervisão da administração pública.
Perfil de Rodrigo Pacheco
Rodrigo Otavio Soares Pacheco, nascido em 3 de novembro de 1976 em Porto Velho, Rondônia, foi criado em Passos, Minas Gerais. Formado em Direito pela PUC Minas, possui especialização em direito penal econômico internacional pelo IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais).
Antes de ingressar na política, Pacheco atuou como advogado criminalista por cerca de 20 anos, sendo sócio do escritório Mauricio Campos e Pacheco em Nova Lima (MG). Na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Minas Gerais, exerceu funções como conselheiro seccional e presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas dos Advogados, além de ter sido o conselheiro federal mais jovem da OAB.
Em 2014, foi eleito deputado federal por Minas Gerais e, em 2018, tornou-se senador. Pacheco presidiu o Senado de 2021 a 2023 e foi reeleito para mais dois anos, embora tenha optado por não concorrer novamente.




