A cidade de Goiânia está prestes a embarcar em uma nova jornada educacional com a implementação de um projeto inovador que une a Educação Infantil e os primeiros anos do Ensino Fundamental. Entre 2026 e 2027, seis escolas municipais participarão dessa experiência, que foi aprovada pelo Conselho Municipal de Educação (CME) e será supervisionada pela Secretaria Municipal de Educação (SME).
A iniciativa, batizada de Escolas de Educação das Infâncias, visa criar um ambiente de aprendizado mais coeso e colaborativo. De acordo com a Secretaria, as unidades de ensino adotam currículos integrados e uma abordagem interdisciplinar, focando em habilidades essenciais como oralidade, leitura, escrita e alfabetização. Além disso, as crianças terão a oportunidade de se envolver em atividades de inglês, artes, educação física e cultura maker.
As escolas participantes incluem a Escola Municipal em Tempo Integral Professora Lousinha, a Escola Municipal Maria Odete Augusta de Brito, a Escola Municipal Manoel José de Oliveira, a Escola Municipal Padre Zezinho, a Escola Municipal Rainha da Paz e a Escola Municipal Água Branca.
Um dos aspectos inovadores desse modelo é o reconhecimento das diferentes fases da infância, promovendo atividades que valorizam tanto o aprendizado acadêmico quanto brincadeiras e interações sociais. Para isso, as escolas precisarão reorganizar seus espaços e atividades, adotando práticas como microcontextos investigativos e Salas Contexto, que são ambientes projetados para estimular a curiosidade e a exploração das crianças.
Durante os dois anos de execução do projeto, a SME fará um acompanhamento rigoroso do desempenho das escolas e dos resultados obtidos. O Conselho Municipal de Educação estabeleceu que a Secretaria deve garantir os recursos necessários para a implementação eficaz do projeto, incluindo infraestrutura adequada e profissionais qualificados.
As intervenções planejadas incluem reformas menores, reorganização dos espaços, jardinagem e melhorias nas áreas de recreação. As prioridades para essas intervenções serão definidas pelas escolas com base nos recursos financeiros disponíveis em 2026.
Outro ponto importante abordado no projeto é a possibilidade de ampliar gradualmente o ensino em tempo integral nas escolas participantes, além de um estudo sobre as regiões de Goiânia atendidas por essas instituições. Em nota, a SME informou que o modelo já está em ação e beneficia cerca de 1.780 crianças nas seis unidades de ensino, que mantêm um currículo integrado e ambientes propícios para a investigação e a autonomia.
A Secretaria enfatiza que o objetivo é compreender a infância de forma holística, respeitando os tempos e ritmos das crianças, sem fragmentar suas experiências educacionais. As turmas continuam organizadas por idade na Educação Infantil e por ano no Ensino Fundamental, sem alteração na carga horária habitual.
Para fortalecer a implementação do projeto, a SME criou um colegiado que agrega gestores das EMEIs e profissionais da Gerência de Educação Infantil, promovendo encontros mensais para avaliar o progresso, trocar experiências e melhorar as práticas pedagógicas.
Além disso, serão utilizados instrumentos de diagnóstico e avaliação institucional para identificar progressos e desafios ao longo do tempo. Com base nas informações coletadas, o CME decidirá se a proposta deve ser estendida a outras escolas da rede municipal.




