No último sábado (22 de agosto), Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, emitiu um aviso severo para os países vizinhos: qualquer apoio à "guerra econômica" anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode resultar em retaliações agressivas.
Durante uma entrevista à mídia local, Rezaei destacou que, caso nações próximas ao Irã decidam colaborar com os EUA, elas serão consideradas inimigas do regime. Ele ainda afirmou que, nesse caso, o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas de exportação de petróleo mais importantes do mundo, será interrompido. Segundo ele, "nem uma gota de petróleo sairá" dessa passagem estratégica.
O Estreito de Ormuz tem um papel crucial na economia global, pois cerca de 20% do petróleo mundial passa por ali. A declaração de Rezaei sublinha a importância geopolítica da região e a disposição do Irã em proteger seus interesses a qualquer custo.
Além disso, o secretário do Conselho de Segurança Nacional reafirmou que o Irã retaliará os Estados Unidos de maneira "devastadora" caso novas ações hostis sejam tomadas. "Estamos avisando a todos os países ao nosso redor para não se unirem aos Estados Unidos na sua guerra econômica. Se o fizerem, serão considerados nossos inimigos", declarou Rezaei, enfatizando que a intenção do Irã não é expandir o conflito, mas sim defender seus interesses se houver cooperação entre os vizinhos e os americanos.
Essa tensão se intensificou após Trump declarar, na quarta-feira (19 de agosto), que estava iniciando a "operação econômica mais devastadora já realizada contra qualquer país". Em uma postagem na plataforma Truth Social, o presidente dos EUA descreveu a situação do Irã como crítica, afirmando que sua marinha e força aérea estavam em ruínas, e que a economia do país estava prestes a colapsar.
Trump também fez um alerta claro: qualquer nação que permitisse que suas empresas realizassem negócios com o Irã enfrentaria severas consequências econômicas. Ele se referiu a esse anúncio como o "Dia D Econômico", uma referência à magnitude das consequências que ele acredita que essa campanha terá.
As declarações de ambos os lados indicam que a situação no Oriente Médio pode se agravar ainda mais, com implicações significativas não apenas para o Irã, mas também para toda a região e o mercado global de petróleo.




