O influenciador digital Hudson Oliveira Aquino, conhecido por seu trabalho como fisiculturista em Anápolis, alcançou uma vitória significativa em uma disputa legal contra o Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. A Justiça determinou que a plataforma pagasse R$ 200 mil ao influenciador por não reativar sua conta profissional no Instagram, conforme uma ordem judicial.

A decisão judicial foi confirmada pela 1ª Turma Recursal do Sistema dos Juizados Especiais de Goiás. Hudson, que contava com aproximadamente 700 mil seguidores na época da desativação de seu perfil em setembro de 2025, utilizava sua conta para promover trabalhos, firmar parcerias comerciais e monetizar seu conteúdo digital.

Hudson iniciou sua trajetória nas redes sociais em 2020, compartilhando conteúdos relacionados a fisiculturismo, treinos e humor. Com o aumento de sua popularidade, ele transformou a atividade em uma fonte de renda. No entanto, a suspensão de sua conta prejudicou significativamente seus ganhos e contratos publicitários. Em resposta, o fisiculturista moveu uma ação legal contra a plataforma imediatamente após a desativação.

A Justiça ordenou o restabelecimento do perfil e impôs uma multa diária em caso de descumprimento, inicialmente fixada em R$ 1 mil. A penalidade foi aumentando gradualmente devido à demora da plataforma em cumprir a ordem, chegando a R$ 50 mil com um teto de R$ 500 mil.

Após a pressão judicial, a conta de Hudson foi reativada em 6 de outubro de 2025. A Justiça considerou essa data como o cumprimento da ordem, resultando na aplicação de multas referentes ao descumprimento. O processo também assegurou a manutenção do acesso ao perfil, além de estabelecer o pagamento de R$ 10 mil por danos morais.

Apesar da reativação, Hudson relatou que continuou enfrentando dificuldades em sua monetização e no alcance de suas publicações. Em abril de 2026, o influenciador afirmou que seu perfil foi desativado novamente, levando-o a criar contas alternativas para manter sua atividade. Contudo, essas novas contas também enfrentaram desativação.

O advogado de Hudson, Luiz Alexandre, informou que novos pedidos judiciais foram feitos para lidar com a situação contínua. Embora Hudson tenha solicitado o restabelecimento de um crédito de R$ 550 mil, alegando que sua conta reativada ainda enfrentava restrições, a Justiça não considerou as limitações como parte do mesmo processo judicial. Para os magistrados, os bloqueios e alertas que ocorreram após a reativação não evidenciaram um descumprimento contínuo da ordem anterior.

A soma total das multas, que reconheceu os períodos de descumprimento, foi de R$ 200 mil, a ser corrigida monetariamente, mas sem juros de mora. A Turma Recursal também rejeitou a alegação de litigância de má-fé apresentada contra a plataforma, mantendo a decisão anterior intacta.