Um mês após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) expedir um mandado de prisão, o ex-professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Igor Azevedo Bomfim, permanece foragido. A decisão foi tomada em 29 de junho deste ano, após uma condenação de 10 anos e 10 meses de prisão pelo assassinato de Mayara de Souza Lisboa, ocorrido em 2 de novembro de 2010, em Santa Rita de Cássia (BA).
A condenação de Igor, que tem 46 anos, se deu após um longo processo judicial. Ele foi inicialmente absolvido em 2013, mas nova análise do caso resultou em sua condenação em 2019. Este caso veio à tona novamente em 2024, quando o trânsito em julgado foi atingido, tornando a pena definitiva.
Após ser preso em Brasília, Igor teve sua liberdade restabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a decisão do TJBA, levando o caso de volta ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, a Quinta Turma do STJ determinou, já em junho, que a Justiça da Bahia cumprisse o mandado de prisão, que foi expedido rapidamente. Desde então, Igor não foi encontrado pelas autoridades.
Recentemente, a defesa do professor tentou anular o mandado de prisão por meio de um pedido de habeas corpus, mas, até o momento, essa solicitação não foi atendida. Como resultado, Igor continua em situação de foragido e pode ser preso a qualquer momento.
Após sua condenação, Igor se mudou para o Distrito Federal, onde atuou como professor temporário na rede pública de 2021 até 2024. Ele começou a dar aulas novamente em 2024, no Centro de Ensino Fundamental 03 da Cidade Estrutural, mas foi afastado após a repercussão do caso.
A Secretaria de Educação do DF esclareceu que Igor apresentou toda a documentação necessária para ser contratado, incluindo certidões negativas de antecedentes criminais. No entanto, após a divulgação do assassinato, ele foi desligado e a secretaria instaurou um procedimento interno para investigar a situação.
O crime que levou à condenação de Igor foi marcado por uma série de eventos trágicos. Ele invadiu a casa de Mayara e a matou a tiros, um ato que ela havia temido, pedindo a um amigo para vigiá-la antes do ataque. Após o crime, Igor se apresentou à polícia e argumentou que agiu em defesa da honra, mas esse argumento não convenceu o tribunal em sua condenação final.
A situação de Igor Azevedo Bomfim levanta questões sobre a segurança pública e a supervisão de profissionais que têm registros de crimes graves, especialmente em funções que envolvem a educação de jovens.




