Em uma manobra política que remete à vitória surpreendente de Wilson Witzel em 2018, líderes do PL do Rio de Janeiro estão discutindo a adoção de uma estratégia similar para as eleições de 2026. O objetivo é derrotar o atual governador Eduardo Paes, que já se consolidou como favorito nas pesquisas de opinião.
Witzel, que até então era um ex-juiz quase desconhecido, conseguiu saltar de apenas 2% das intenções de voto nas pesquisas para 59% no segundo turno, superando Paes, que era então o ex-prefeito da cidade do Rio. Essa transformação incrível foi impulsionada pela habilidade de Witzel em associar sua imagem à de Jair Bolsonaro, que era o candidato à presidência pelo PSL e contava com um forte apoio popular.
Com esse histórico em mente, caciques do PL estão defendendo que o deputado estadual Douglas Ruas, atualmente presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e pré-candidato ao governo do Estado, siga uma linha semelhante. A proposta é que Ruas consiga captar o apoio de figuras influentes e, assim, provocar um segundo turno nas eleições, possibilitando uma nova chance contra Paes.
Os aliados de Ruas acreditam que o ex-prefeito tem um “teto” eleitoral, uma limitação em sua aceitação, especialmente nas regiões do interior fluminense. Essa análise sugere que se Ruas conseguir enfraquecer a imagem de Paes, é possível que uma disputa direta proporcione uma reviravolta no cenário político.
Adicionalmente, a entrada do ex-governador Anthony Garotinho, do Republicanos, na corrida eleitoral é recebida com entusiasmo pelos apoiadores de Ruas. Eles acreditam que a presença de Garotinho pode dificultar os planos de Paes de vencer a eleição já no primeiro turno, o que, em última análise, poderia favorecer Douglas Ruas caso o pleito se estenda a um segundo turno.
A situação política no estado do Rio, marcada por reviravoltas e alianças estratégicas, se intensifica, e as próximas eleições prometem ser um campo fértil para disputas acirradas e jogadas políticas inesperadas.




