O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil experimentou um crescimento de 0,5% no segundo trimestre de 2026, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 1º de setembro. Este resultado, embora positivo, mostra uma desaceleração quando comparado ao aumento de 1,1% registrado no primeiro trimestre do mesmo ano.

No acumulado do primeiro semestre, a economia brasileira cresceu 1,9% em comparação ao mesmo período de 2025, enquanto na comparação entre o segundo trimestre de 2026 e o segundo trimestre de 2025, o PIB avançou 2,0%. Esses números indicam uma perda de dinamismo na atividade econômica ao longo do ano, especialmente na comparação trimestral.

A análise setorial revela que a agropecuária se destacou, apresentando um crescimento de 2,8% em relação ao trimestre anterior. O setor de serviços, que constitui a maior parcela da economia, teve um aumento modesto de 0,2%, enquanto a indústria avançou apenas 0,1%. A indústria extrativa, no entanto, se destacou dentro do segmento industrial com um aumento de 3,4%, ajudando a compensar as retrações observadas nas indústrias de transformação e na construção civil.

Quando observamos a demanda, o consumo das famílias apresentou uma queda de 0,4% no segundo trimestre, revertendo a tendência de crescimento verificada nos três primeiros meses do ano. Em contrapartida, o consumo governamental cresceu 0,4% e a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos realizados, registrou um incremento de 1,2%.

O comércio exterior também trouxe resultados mistos: as exportações de bens e serviços tiveram uma queda de 0,8%, enquanto as importações cresceram 1,8% em relação ao trimestre anterior. Este cenário ocorre em meio a uma taxa de juros elevada, com a Selic atualmente em 14% ao ano, embora tenha alcançado 14,25% durante o período em questão, o que restringiu a atividade econômica e o acesso ao crédito.

Em termos de valores, o PIB alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre. A taxa de investimento representou 16,1% do PIB. É importante notar que no primeiro trimestre, o PIB totalizou R$ 3,3 trilhões, com um crescimento de 1,1% comparado ao trimestre anterior. A desaceleração já era uma tendência visível nos dados de atividade, com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrando um avanço de apenas 0,2% no segundo trimestre, refletindo um ritmo inferior ao crescimento observado nos primeiros três meses do ano.