Reação de Gustavo Petro após terremoto na Colômbia
No dia 10 de agosto, o ex-presidente colombiano Gustavo Petro manifestou preocupação com a resposta do governo liderado por Abelardo de la Espriella, em decorrência do forte terremoto que abalou o país. Com uma magnitude de 7,4, o tremor resultou em pelo menos 111 vítimas fatais e causou severos danos em diversas regiões.
Petro, em suas declarações, solicitou informações da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD) sobre a situação da usina hidrelétrica de Hidroituango, uma das mais relevantes do país, alertando para os riscos que podem decorrer dessa situação. Em uma postagem enigmática, o ex-mandatário também indagou: “A terra grita e quem escuta?”, numa possível crítica ao atual presidente.
Solidariedade às vítimas e demandas por socorro
O ex-presidente expressou solidariedade aos cidadãos de San José del Palmar, Río Iró, Nóvita, Quibdó, bem como a moradores de Chaparral, Coello, Payandé e Ibagué. Além disso, ele mencionou que o tremor foi sentido em várias localidades, incluindo Pereira, Manizales, Cali e Bogotá.
Em sua comunicação, Petro enfatizou a necessidade de uma resposta ágil e coordenada do governo, pedindo medidas de busca e resgate, atendimento médico, evacuação assistida, moradia temporária e distribuição de suprimentos essenciais, como água e alimentos. “Em uma emergência nacional, não pode haver cidadãos de segunda categoria”, destacou.
Dados sobre o terremoto
O terremoto ocorreu por volta das 7h34, horário local, com epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó. O Serviço Geológico Colombiano classificou o evento como o mais intenso registrado na última década no país, com profundidade de cerca de 107 quilômetros, também confirmada pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
As consequências do tremor foram drásticas, com 37 residências destruídas, 61 edifícios desabando, além de 18 centros de saúde fora de operação e estradas prejudicadas. Pereira, localizada no departamento de Risaralda, foi uma das áreas mais impactadas, e o governo colombiano já declarou estado de emergência para lidar com os efeitos do desastre.
Resposta governamental e mobilização de equipes
O presidente Abelardo de la Espriella anunciou que já foram contabilizados 111 óbitos e 87 feridos. As autoridades estão mobilizando equipes de emergência para avaliar os estragos e prestar assistência às vítimas. Além disso, foram registradas mortes nos departamentos de Valle del Cauca, Chocó, Caldas e Antioquia.
O governo está em alerta máximo para atender as demandas da população afetada e prestar todo o suporte necessário para enfrentar esta crise humanitária.




