Belo Horizonte – Na tarde desta sexta-feira (14), um ônibus da linha 9209 enfrentou problemas ao tentar fazer uma manobra na Rua Horizontal, localizada no bairro Sagrada Família, na região Leste da cidade. A situação resultou em um bloqueio que durou mais de quatro horas, afetando seriamente o cotidiano dos moradores da área.
O incidente ocorreu quando o motorista do ônibus, tentando evitar um caminhão que realizava manutenção asfáltica em uma das várias crateras da rua, decidiu dar a volta no quarteirão e descer uma rua que não é adequada para veículos desse porte. De acordo com relatos de moradores, a inclinação do terreno impossibilitou a manobra, fazendo com que a traseira do ônibus ficasse presa.
A servidora pública Bruna Ferreira Augusto Cruz, residente na localidade há 30 anos, expressou sua frustração com a situação. Ela mencionou a dificuldade de sair de casa para buscar sua filha na escola e o temor que sua mãe, idosa, sente em relação à possibilidade do ônibus derrubar o muro de sua residência. "Estou sem conseguir mover meu carro da garagem. Isso é um verdadeiro caos para nós que moramos aqui", declarou Bruna.
Outro morador, Robert Ferreira Augusto Cruz, de 43 anos, também criticou as recentes mudanças no trajeto do ônibus, afirmando que os veículos sempre circularam por uma rota alternativa sem apresentar problemas. "A situação está colocando a população em risco. Como as crianças vão para a escola? E como os moradores vão conseguir sair de casa? Precisamos de uma solução rápida para evitar acidentes", enfatizou.
Além das preocupações com a segurança, Robert relatou que a rua apresenta pelo menos três crateras significativas, o que torna a situação ainda mais alarmante. "Um buraco enorme abriu, quase um carro caiu dentro", acrescentou ele, ressaltando que o problema não é novo, mas a gravidade do incidente atual requer uma resposta imediata das autoridades.
Maria Paula Carvalho Gomes, de 79 anos, que vive na Rua Horizontal há 53 anos, também se mostrou preocupada. Ela mencionou que os ônibus começaram a circular por ali há aproximadamente quatro meses e que a estrutura da rua não suporta o peso dos veículos, resultando em rachaduras e rebaixamento do solo. "Se o ônibus tivesse seguido o trajeto antigo, isso nunca teria acontecido", lamentou.
A reportagem buscou um posicionamento da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) sobre o ocorrido e aguarda um retorno.




