Campanha do Likud e a Imagem dos Inimigos Políticos
A campanha eleitoral do Likud, sob a liderança do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, avança com uma estratégia provocativa. Outdoors e cartazes têm sido espalhados, destacando figuras políticas que, segundo o partido, desejam a derrota de Netanyahu nas eleições agendadas para o dia 27 de outubro.
Entre os rostos que aparecem nesta campanha, estão o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. As mensagens dos materiais publicitários alertam os eleitores: “Eles querem que Netanyahu perca. Não deixe que eles vençam”.
Tensões com Erdogan e a Crítica Internacional
A relação entre Israel e a Turquia, especialmente sob a liderança de Erdoğan, tem enfrentado um desgaste significativo. Erdoğan tem criticado abertamente a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, e as tensões aumentaram após Israel interceptar uma flotilha de ativistas turcos que buscavam enviar ajuda humanitária ao enclave palestino.
Recentemente, a situação se agravou com ataques israelenses a uma base militar na Síria, supostamente em resposta a uma movimentação militar turca na região. O governo Netanyahu considera essa mobilização uma ameaça iminente.
Críticas de Mamdani e Reações de Netanyahu
O prefeito Mamdani também se posicionou contra a atuação israelense em Gaza, chegando a chamar Netanyahu de “criminoso de guerra” e sugerindo que ele deveria ser julgado em Haia. Em resposta, Netanyahu acusou Mamdani de fomentar o antissemitismo e associou suas declarações ao desconforto que muitos judeus sentem na cidade de Nova York.
O Panorama Eleitoral em Israel
As eleições israelenses de outubro serão as primeiras desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que intensificou o conflito na Faixa de Gaza. A data do pleito foi confirmada em julho, após um período de incerteza que se seguiu à dissolução do Parlamento israelense (Knesset).
Além dos desafios externos, Netanyahu também enfrenta problemas internos, uma vez que está sob investigação por corrupção. De acordo com pesquisas recentes, a coalizão de partidos nacionalistas e religiosos de Netanyahu poderia perder a maioria no Parlamento, embora a oposição ainda não tenha conseguido formar uma alternativa sólida para o governo.




