Na manhã desta quinta-feira (13/8), a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília foi alvo de uma pichação que expressava protestos e críticas à política externa americana. O ato é uma das diversas manifestações organizadas em homenagem aos 100 anos de nascimento de Fidel Castro, uma figura emblemática da Revolução Cubana.
O movimento denominado “Sejamos Todos como Fidel” conta com a participação de vários coletivos, incluindo o Levante Popular e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de outros grupos como o Alba Movimentos e o Movimento Brasil Popular. As manifestações ocorrem em várias cidades do Brasil, conforme informado nas redes sociais pelo Levante Popular.
De acordo com os organizadores, os atos visam denunciar a interferência dos Estados Unidos nas questões políticas do Brasil e da América Latina, além de criticar os efeitos da política imperialista e da indústria bélica sobre o meio ambiente e as comunidades locais. A pichação na embaixada trazia mensagens em português e inglês, como “Os EUA fazem guerra e lucram com a morte”.
A Assessoria da Embaixada dos EUA afirmou estar ciente do ato de vandalismo e que as atividades da embaixada continuam normalmente. Em um comunicado, a embaixada classificou esses atos como inaceitáveis, reafirmando seu compromisso com o diálogo com o povo brasileiro e a segurança de suas instalações e funcionários.
Além da pichação, uma faixa foi colocada no chão ao lado do muro, com a inscrição: “Indústria da guerra dos EUA = mortes, fome e destruição da natureza.” A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) já iniciou investigações para identificar os autores da ação, considerando a possibilidade de que mais de uma pessoa esteja envolvida, dada a quantidade de material encontrado no local.
A perícia foi concluída por volta das 10h, e a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) assumirá a responsabilidade pela investigação. A coleta de imagens de câmeras de segurança da área pode ser crucial para a identificação dos responsáveis pelo ato.




