O Ministério Público Eleitoral (MPE) fez um pedido formal ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para que a candidatura de Diego José Alba Taboada, do PSDB, seja impugnada. A ação foi protocolada em 16 de agosto e fundamenta-se em uma condenação anterior do candidato pelo crime de ‘saidinha de banco’, ocorrido em 2009.
De acordo com a denúncia, Diego Alba teria vínculos diretos com uma organização criminosa armada, o que, segundo a procuradoria, o desqualificaria para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O argumento central do pedido de impugnação é a condenação criminal do candidato, que foi confirmada em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A investigação que levou à condenação de Diego Alba revelou que ele tinha um papel ativo dentro do grupo criminoso, permanecendo em agências bancárias para monitorar clientes e transmitir informações aos comparsas que aguardavam do lado de fora. Elementos que reforçam a gravidade das acusações incluem depoimentos de policiais e a apreensão de uma pistola calibre .380, além de registros de comunicações entre os membros da quadrilha.
A Procuradoria afirma que as evidências demonstram a permanência e a estrutura organizada da quadrilha, além da clara divisão de funções entre seus integrantes. Além do caso de ‘saidinha de banco’, Diego Alba também foi processado em uma ação penal federal relacionada a roubos a uma agência da Caixa Econômica Federal, embora tenha sido absolvido por falta de provas após a principal testemunha retratar-se em juízo.
O candidato do PSDB também enfrentou outras três acusações de roubo, mas foi absolvido novamente devido à insuficiência de evidências. Estas informações foram recentemente divulgadas, gerando mais questionamentos sobre sua elegibilidade.
O MPE ainda destacou que Diego Alba está sendo investigado em um caso de estelionato, reforçando suas ligações com atividades fraudulentas. Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral, a Constituição Brasileira proíbe não somente a participação direta de organizações criminosas na política, mas também sua influência indireta através de candidatos associados a esses grupos.
Em resposta às alegações, Diego Alba se defendeu, afirmando que foi absolvido de todas as acusações referentes a um processo de 2015 e que confia na Justiça para esclarecer as demais pendências. Ele também afirmou que cumpriu a pena referente ao caso de 2009 e que desde então tem agido de acordo com a lei, mantendo sua trajetória como cidadão.
Com a impugnação da candidatura, o futuro político de Diego José Alba Taboada se torna incerto, e o caso continua a ser monitorado de perto pela sociedade e pelas autoridades eleitorais.




