Belo Horizonte – Em um caso que chocou a comunidade local, dois irmãos, com idades de 18 e 21 anos, foram ouvidos pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em relação à morte de seu pai, de 43 anos. Após as declarações dos jovens, a polícia decidiu liberá-los, levando em conta sua presença no local do crime e a colaboração com as autoridades.
A PCMG destacou que a decisão de liberar os irmãos foi influenciada pelo fato de eles trabalharem e terem residências fixas, além de não possuírem antecedentes criminais. Em nota oficial, a polícia informou que ambos foram ouvidos na 2ª Central Estadual do Plantão Digital e depois liberados.
A investigação, no entanto, continua a cargo do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que está empenhado em esclarecer as circunstâncias que envolveram o crime.
O Crime
A Polícia Militar foi acionada na madrugada de sábado, por volta das 4h19, para atender uma ocorrência em um matagal na rua Eucalipto, no bairro Capitão Eduardo. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima já sem vida, com sinais evidentes de agressão, incluindo marcas no pescoço e mãos amarradas, indicando que houve luta corporal.
Durante a investigação, foi apurado que os irmãos estavam presentes no local e admitiram sua participação no crime, afirmando que o ato foi motivado pela agressão que o pai teria feito à mãe deles.
A Versão dos Suspeitos
Segundo o relato do irmão mais novo, a situação se agravou quando o pai chegou em casa em estado alterado e começou a ameaçar a mãe. Em um momento de desespero, ele entrou em luta corporal com o pai, utilizando uma enxada para se defender. O irmão mais velho, por sua vez, contou que tentou ajudar o irmão aplicando um golpe conhecido como mata-leão, o que resultou na morte do pai.
A mãe dos irmãos, que estava trancada em um quarto durante o incidente, afirmou que não presenciou a briga, mas ouviu os gritos e só soube da morte do marido quando a polícia chegou ao local. Todos os envolvidos relataram que o pai era conhecido por seu comportamento agressivo.
Desdobramentos e Investigação
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e confirmou o óbito no local. A PCMG informou que a perícia foi realizada e o corpo foi enviado ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IMLAR) para exames complementares.
A PCMG reafirma que a apuração dos fatos continua, buscando elucidar não apenas a motivação do crime, mas também a dinâmica em que os eventos ocorreram, garantindo que todas as evidências sejam devidamente analisadas e que a verdade prevaleça.




