O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a seus aliados que a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6x1 deve ocorrer no Senado na próxima semana. Este movimento acontece em um contexto de intensificação dos esforços para aprovar o texto antes do primeiro turno das eleições de 2026.

Segundo informações de aliados, Lula recebeu indicações do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a confirmação da votação entre os dias 1 e 2 de setembro. Esse movimento estratégico busca garantir que a proposta seja aprovada no último esforço concentrado antes do pleito eleitoral.

A primeira análise da proposta acontecerá na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Após essa etapa, o texto seguirá para o plenário do Senado, onde precisará do apoio de ao menos 49 dos 81 senadores para ser aprovado. O governo federal está empenhado em pressionar senadores da oposição, como Flávio Bolsonaro (PL), a se posicionarem contra uma proposta que goza da simpatia popular, justamente na véspera das eleições.

O relator da PEC, Omar Aziz (PSD-AM), informou que pretende apresentar seu parecer até a quinta-feira (27 de agosto), reforçando a solicitação para que a proposta seja votada na CCJ na próxima semana. A expectativa é que a PEC do fim da escala 6x1 seja discutida tanto na comissão quanto no plenário do Senado no intervalo de uma semana.

O esforço concentrado ocorrerá entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. Para que a PEC possa seguir para a promulgação pela liderança do Congresso Nacional, os senadores deverão aprovar um texto que se aproxime do que foi aprovado pela Câmara dos Deputados anteriormente, em maio. Como se trata de uma emenda à Constituição, qualquer alteração significativa exigirá que o texto retorne à Câmara para nova votação.

Vale ressaltar que a PEC 6x1 permaneceu sem avanços no Senado por quase três meses, sendo finalmente encaminhada para as comissões na semana passada, após um esforço de aproximação de Lula com Davi Alcolumbre. O fim da escala 6x1 é uma das principais bandeiras da reeleição do presidente. Em contrapartida, a oposição busca adiar a votação da proposta para um momento posterior às eleições.