Belo Horizonte – O ex-prefeito da capital mineira e atual candidato ao governo do estado, Alexandre Kalil (PDT), fez críticas a Patrus Ananias (PT) após o deputado federal comentar sobre a venda da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Kalil utilizou suas redes sociais para ironizar as afirmações de Patrus, destacando que ele não possui mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde a discussão sobre a privatização da empresa está em andamento.
Em sua postagem no X, antigo Twitter, Kalil afirmou: "Aí não né, Patrus. Falar que votou contra a venda da Copasa se nem deputado estadual é. Esqueceu onde exerce o mandato e o que faz por lá." A declaração surgiu em resposta ao posicionamento de Patrus, que, durante um comício com o presidente Lula, manifestou sua intenção de reabrir o debate sobre a reestatização da Copasa.
A venda da companhia, que ocorreu em junho por R$ 8,3 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo, tem gerado intensas discussões no cenário político. Patrus destacou a importância de priorizar áreas como educação, saúde e infraestrutura em Minas Gerais, ressaltando que a discussão sobre a Copasa será complexa e poderá levar anos devido a questões econômicas e jurídicas.
"Nós vamos herdar um estado com a dívida alta — mais de R$ 200 bilhões. Precisamos priorizar a educação, a saúde, a cultura, as estradas abandonadas de Minas. Então, a questão da Copasa é um processo que nós vamos discutir, porque trazê-la de volta para o estado, como nós queremos, não é um caminho de poucas semanas ou meses. Talvez demore anos", declarou Patrus.
As trocas de farpas entre os candidatos não são novidade, uma vez que ambos disputam o apoio e a confiança dos eleitores em um cenário de intensa polarização política. A polêmica em torno da Copasa reflete a preocupação de muitos mineiros em relação à gestão de recursos essenciais para a população.
Com as eleições se aproximando, a forma como os candidatos abordam questões críticas como a privatização de serviços públicos será fundamental para definir suas trajetórias políticas no estado.




