O ex-atacante da seleção brasileira e atual senador, Romário de Souza Faria (PL-RJ), se encontra em uma situação delicada após a Justiça de São Paulo determinar a penhora de 30% de seu salário. A decisão judicial decorre de uma condenação por danos morais, na qual Romário foi envolvido em um processo que remonta a 2017, em que fez declarações contundentes contra o ex-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.
Recentemente, Romário, que é também comentarista da Cazé TV durante a Copa do Mundo, alegou que a penhora de seu salário comprometeria sua sobrevivência financeira. Em um discurso feito no plenário do Senado, ele declarou ter renunciado à sua remuneração para se dedicar às transmissões do torneio, ressaltando que não se afastou do mandato, pois desejava continuar representando os interesses de seus eleitores.
Romário enfatizou: "Voluntariamente, abri mão do meu salário por todo o período em que estarei acompanhando a Copa. Fiz isso através de um ofício à Presidência do Senado. Não receberei salário desde o primeiro dia da Copa, que isso fique bem claro!" Essa declaração, porém, foi levada em conta pela Justiça ao manter a penhora, que é considerada legal e não prejudicial à sua subsistência, segundo o relator do caso, Vitor Frederico Kumpel.
O ex-jogador recebe um salário bruto de R$ 46.366,19 como senador e atualmente enfrenta uma dívida de R$ 34.474,94 decorrente da condenação. A Justiça alegou que, tendo Romário a capacidade financeira de abrir mão de sua totalidade de subsídios, a retenção de uma fração não comprometeria sua qualidade de vida.
Enquanto isso, Romário continua sua trajetória nas transmissões da Copa do Mundo, mas a situação judicial levanta questões sobre suas futuras ações e decisões financeiras. A situação se complica ainda mais, à medida que Romário recorre da decisão, buscando reverter a penhora e afirmar sua posição financeira.
O Metrópoles tentará obter uma resposta de Romário sobre a decisão judicial e suas implicações, e novas informações serão divulgadas assim que disponíveis.




