Em um caso que chocou a comunidade de Goiânia, uma jovem de 21 anos, Natieli Oliveira da Silva, perdeu sua filha, fruto de uma gestação de oito meses, após enfrentar dificuldades no atendimento na Maternidade Célia Câmara. A família expressou a sua indignação em decorrência da demora para a realização de um ultrassom, essencial para o diagnóstico da situação crítica da gestante.

No dia 1º de setembro, Natieli retornou à maternidade por volta das 2h da manhã, apresentando sintomas graves, como sangramento e cólicas intensas. Ela chegou à unidade às 2h16 e foi atendida por um médico às 2h40. Infelizmente, a ultrassonografia realizada confirmou a ausência de batimentos cardíacos da bebê, que seria chamada Cecília.

O pai da criança, Elias, e outros membros da família manifestaram seu descontentamento com a falta de um profissional qualificado disponível para realizar o ultrassom de urgência durante a madrugada. Em um vídeo divulgado, uma parente declarou que a situação era crítica e que a maternidade não dispunha de um médico para realizar o exame necessário, o que levantou preocupações sobre o protocolo de atendimento da unidade.

“Como uma maternidade de emergência pode não ter um profissional disponível em um momento tão crítico?”, questionou Elias, expressando sua frustração com a situação. O relato da familiar, que destacou a gravidade do estado de Natieli, evidenciou a urgência do atendimento que não foi proporcionado.

No primeiro atendimento, realizado em 27 de agosto, Natieli havia sido avaliada e não apresentava sinais de complicações, como sangramento ou contrações, e o batimento cardíaco da bebê estava normal. Entretanto, a trajetória de Natieli na maternidade se agravou rapidamente, culminando em sua volta à unidade somente dias depois.

Após a confirmação do óbito fetal, a maternidade informou que foram tomadas as medidas necessárias para indução do parto e que Natieli recebeu suporte adequado durante todo o processo. A direção da unidade declarou que todos os protocolos assistenciais estavam sendo revisados com o intuito de evitar que casos semelhantes voltem a ocorrer.

“Apesar de todas as ações tomadas, é fundamental que a maternidade reavalie seus processos para garantir a humanização e a qualidade do atendimento prestado às gestantes”, afirmaram representantes da unidade. O caso levanta questões críticas sobre a disponibilidade de recursos médicos em situações de emergência, especialmente em unidades de saúde focadas em maternidade.

As autoridades locais e a comunidade aguardam esclarecimentos adicionais, enquanto a família de Natieli busca justiça e melhorias nos serviços de saúde.