A produção industrial brasileira registrou uma redução de 1,8% de maio para junho de 2026, conforme revela a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 4 de agosto. Essa queda representa a segunda consecutiva para o setor e levanta preocupações sobre a recuperação industrial no país.
Em uma análise mais abrangente, quando comparada ao mesmo mês do ano anterior, a produção industrial apresentou um crescimento de 1,7%. No entanto, após um recuo de 0,2% em maio, os números sugerem uma volatilidade preocupante no desempenho do setor. O IBGE reportou que, ao longo de 2026, a indústria acumula um crescimento de 1,5%, enquanto nos últimos 12 meses o avanço é de 0,7%.
O relatório destaca que o desempenho da indústria foi marcado por uma disparidade significativa. Apenas quatro das grandes categorias econômicas mostraram crescimento, enquanto 16 dos 25 segmentos analisados apresentaram resultados negativos. A maior queda foi observada nos produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que encolheram 5,9% no último mês. Outros setores que contribuíram para a diminuição geral foram os produtos químicos, com uma queda de 4,3%, produtos alimentícios, que registraram uma retração de 1,9%, e produtos farmacêuticos, que caíram 11%.
Por outro lado, certas áreas da indústria conseguiram mostrar desempenho positivo. Os segmentos de celulose, papel e produtos de papel, por exemplo, tiveram um aumento de 5,4%, marcando o terceiro mês consecutivo de crescimento, totalizando um avanço de 7,3% neste período. Em relação ao acumulado do ano, as indústrias extrativas se destacaram com um crescimento de 7,4%, seguidas por produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que subiram 4,3%, e veículos automotores, reboques e carrocerias, com um aumento de 5,3%.
A Pesquisa Industrial Mensal, que fornece indicadores mensais da produção industrial desde a década de 1970, passou por uma atualização em março de 2023, visando aprimorar a divulgação das variações na produção industrial do Brasil. Essa reformulação trouxe novos índices mensais, permitindo uma análise mais precisa do setor.




