Tragédia em Cachoeiro de Itapemirim
Na tarde de sábado, 15 de agosto, uma ação policial em um bar no bairro São Luiz Gonzaga resultou na morte trágica de um soldado da Polícia Militar, identificado como Paulo Henrique Carvalho Faccin, de 28 anos. O militar, que era membro do 9º Batalhão da PMES, foi atingido na cabeça durante uma abordagem que rapidamente se tornou violenta.
De acordo com relatos de testemunhas, a situação se agravou quando Luan de Oliveira Cleto, de 25 anos, entrou em luta corporal com o policial. Durante essa briga, o suspeito conseguiu desarmar o soldado e disparou contra ele, causando ferimentos fatais. Um segundo policial presente na ação reagiu e atirou contra Luan, que também veio a falecer no local.
A resposta da comunidade e o estado de saúde do policial
Ainda no calor do incidente, moradores da região prestaram socorro e transportaram Paulo Henrique para a Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim. Infelizmente, apesar dos esforços médicos, o policial não sobreviveu aos ferimentos e foi declarado morto no hospital. O tenente-coronel Nerio Filho, comandante do batalhão, confirmou a trágica notícia da morte do soldado.
Um jovem dedicado à profissão
Paulo Henrique havia ingressado na Polícia Militar recentemente, fazendo parte da turma de 2025. Nas redes sociais, ele compartilhava um estilo de vida ativo, com várias postagens sobre corridas de rua e atividades físicas. O fato de ter perdido a vida em uma situação de trabalho levanta questões sobre a segurança dos policiais e os desafios enfrentados no exercício da função.
O contexto do crime
O suspeito de cometer o crime, Luan de Oliveira Cleto, estava foragido do sistema penitenciário e tinha um mandado de prisão em aberto. Ele ainda tinha uma pena a cumprir de três anos e dez meses. O incidente traz à tona a necessidade de abordar a questão da criminalidade e da segurança pública, especialmente em áreas com alta incidência de violência.
Homenagens e luto oficial
Após a morte do soldado, o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, expressou suas condolências por meio de uma nota publicada nas redes sociais. “O Espírito Santo perde um jovem policial no cumprimento do dever. Minha profunda solidariedade aos seus familiares, amigos e todos os companheiros de farda neste momento de imensa dor,” escreveu o governador.
O velório de Paulo Henrique teve lugar no Batalhão da Polícia Militar em Cachoeiro de Itapemirim, enquanto o governo estadual decretou luto oficial de três dias em homenagem ao policial que deu sua vida em serviço.




