A cineasta Grace Passô está em festa. Sua estreia como diretora foi marcada pelo sucesso no Festival de Cinema de Gramado, onde seu filme Nosso Segredo conquistou três prêmios, incluindo o de Melhor Filme, um dos mais cobiçados do evento. Além disso, a produção está entre as 15 selecionadas para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de 2027.

No entanto, para Passô, a verdadeira recompensa não se limita ao reconhecimento em festivais. Em entrevista ao portal Metrópoles, a diretora destacou que o que mais deseja é ver uma audiência significativa nas salas de cinema. “Para mim, o grande prêmio é ter um público numeroso nos cinemas. Isso é fundamental na trajetória de qualquer filme brasileiro”, afirmou.

Ainda assim, Passô não desconsidera a importância das premiações. “Os prêmios são essenciais, pois abrem portas e atraem espectadores. Mas, além disso, o verdadeiro prêmio é sentir as pessoas vivenciando a experiência coletiva do cinema”, completou.

Nosso Segredo chegou aos cinemas na última quinta-feira, 27 de agosto, e traz à tona a história de uma família negra lidando com o luto após uma perda recente. Cada membro da família enfrenta essa fase de maneira singular, enquanto o filho mais novo guarda um segredo que pode alterar a forma como todos lidam com essa experiência dolorosa.

O filme conta com um elenco talentoso, incluindo Robert Frank, Ju Colombo, Efraim Santos, Jéssica Gaspar, Flip, Marisa Revert, Gláucia Vandeveld e Juan Queiroz. A diretora utiliza a casa como um elemento central na narrativa, revelando gradualmente os sentimentos e as dinâmicas familiares através desse espaço.

Grace Passô refletiu sobre o papel da casa na trama, afirmando que esse ambiente pode evocar emoções profundas. “Conversamos muito sobre como a casa poderia ir revelando as situações e os sentimentos dos personagens. Nossos lares sempre trazem memórias e reflexões sobre como estávamos vivendo em determinado momento”, disse.

Para encorajar os espectadores, a diretora pediu que se permitam mergulhar em uma experiência cheia de mistérios e fantasias. “A fantasia é parte da nossa realidade. Muitas vezes, nossa vida cotidiana é mais surreal do que realista”, concluiu.