Operação revela esquema de desvio de R$ 7 milhões em rifas fraudulentas
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) lançou, na manhã de terça-feira (18), uma operação com o intuito de desmantelar uma associação criminosa que teria desviado mais de R$ 7 milhões de uma empresa localizada em Curitiba. As investigações apontam que o esquema, que funcionou por mais de um ano, foi liderado por um funcionário da própria empresa.
Segundo os dados levantados, o suspeito utilizava rifas de veículos fraudulentas, atuando como se fosse um ganhador. Ele teria simulado vitórias em pelo menos 20 rifas falsas, o que lhe permitiu ocultar a verdadeira origem dos valores desviados.
Para cumprir os mandados, a operação se estendeu por 17 cidades em seis estados, incluindo Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais e até o Distrito Federal, contando com o apoio das polícias civis locais. Ao todo, foram expedidos 24 mandados de busca e apreensão.
Dinâmica do desvio e movimentação financeira
As investigações têm revelado detalhes sobre a dinâmica utilizada para retirar os recursos da empresa e sua posterior movimentação. Por meio da quebra de sigilos bancários e da análise das movimentações financeiras, a PCPR conseguiu mapear o fluxo de uma parte significativa do dinheiro, que incluía sucessivas transferências entre indivíduos associados aos investigados.
Entre os alvos da operação estão não apenas o funcionário supostamente responsável pelos desvios, mas também seus familiares e indivíduos conhecidos como rifeiros, que de diferentes regiões do Brasil supostamente colaboraram na fraude das rifas.
Crimes e busca de bens
Os investigados enfrentam acusações de furtos mediante fraude, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Durante a operação, as equipes policiais também estão em busca de dinheiro em espécie, tanto nacional quanto estrangeiro, além de bens como joias, relógios, ouro, pedras preciosas e documentos que possam estar relacionados à aquisição, transferência ou ocultação do patrimônio.
O delegado da PCPR, Emmanoel David, destacou que o foco desta fase da operação é a recuperação dos bens e a identificação do destino dos valores desviados. “A investigação financeira já avançou consideravelmente na reconstrução do fluxo do dinheiro”, afirmou David.
As investigações continuam, com a análise dos bens, valores e documentos apreendidos durante a execução dos mandados.




