O candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, encontra-se em um dilema em relação à proibição das casas de apostas online, conhecidas como bets. Seu colega de chapa, Alfredo Gaspar, que concorre à vice-presidência, revelou que a equipe de campanha está revisando as normas atuais e considerando diversas alternativas, que vão desde restrições mais rígidas até a possibilidade de uma proibição total.
Durante uma entrevista em Brasília nesta terça-feira (18), Gaspar destacou que, embora Flávio ainda não tenha uma posição clara sobre a proibição total, ele está comprometido em revisar a regulamentação vigente para garantir que ela realmente proteja as famílias brasileiras. “Estamos buscando a melhor forma de abordar essa questão, que deve ser ajustada conforme as necessidades do Brasil”, explicou Gaspar.
O vice-presidente em potencial expressou sua opinião pessoal sobre a questão, defendendo que medidas mais severas sejam adotadas. “Eu acredito que é necessário um freio de arrumação nesse setor. A solução não pode ser apenas a proibição de algumas casas de apostas; precisamos de um plano robusto que considere uma proibição integral, conforme alguns membros da equipe já discutiram”, acrescentou.
Além de discutir a posição sobre as apostas, Gaspar também fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsabilizando-o pela regulamentação do setor e seus efeitos adversos sobre a população. Ele mencionou que, segundo suas estimativas, R$ 62 bilhões teriam sido desviados das famílias brasileiras devido ao vício em apostas.
As apostas esportivas de quota fixa foram autorizadas no Brasil em 2018, durante o governo de Michel Temer. No entanto, a regulamentação do mercado avançou consideravelmente em 2023, já sob a administração de Lula, com a aprovação de uma lei que estabeleceu diretrizes para a operação de apostas, incluindo jogos online. A partir de janeiro de 2025, apenas empresas que obtiverem autorização do Ministério da Fazenda poderão operar no país.
Gaspar enfatizou que a responsabilidade pela situação atual recai sobre o governo do PT, afirmando que a regulamentação da jogatina tem gerado consequências graves para a saúde mental e financeira dos brasileiros. “Quem regulamentou essa prática tem nome e sobrenome: governo do PT. As famílias estão sofrendo e isso deve ser urgentemente revisado”, concluiu.
Gaspar divulgou suas declarações em um evento da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), onde representou Flávio Bolsonaro, que não pôde comparecer devido a compromissos anteriores em Minas Gerais.




