A deputada federal Erika Hilton, do PSol de São Paulo, lançou um desafio ao senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência, para um debate público acerca da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca reformular a jornada de trabalho 6x1. O convite foi realizado na segunda-feira, 24 de agosto, através das redes sociais, em resposta a informações que indicam que aliados do senador estariam tentando barrar a proposta no Congresso.

Em uma postagem no X (antigo Twitter), Erika indagou Flávio sobre sua disposição para o debate: "Frente às notícias de que Flávio Bolsonaro e sua trupe trabalham nos bastidores pra impedir o avanço da nossa PEC, estou desafiando-o para um debate público. Vai aceitar ou vai passar mal, @FlavioBolsonaro?". A parlamentar também publicou uma carta aberta ao senador no Instagram, onde argumenta que sua posição sobre a mudança na jornada de trabalho deve ser clara e pública, especialmente considerando sua candidatura à presidência.

Na carta, Erika destacou a importância de Flávio Bolsonaro manifestar sua opinião sobre o fim da jornada de trabalho 6x1, que atualmente exige que os trabalhadores atuem por seis dias seguidos, seguidos de apenas um dia de descanso. "Isso deve ser uma posição pública, não algo dito nos bastidores da política", afirmou a deputada, enfatizando que o convite para o debate é intransferível.

A proposta da PEC tem como objetivo alterar a jornada de trabalho, possibilitando mais dias de descanso aos trabalhadores. Esta mudança tem sido um tema polêmico, e a ideia de Erika Hilton vem ganhando visibilidade, especialmente após reportagens que relataram a atuação de Flávio Bolsonaro e seus aliados no Senado para frear a sua tramitação.

O cenário político se intensifica, e as trocas de provocações nas redes sociais refletem um ambiente de disputa acirrada. Além disso, a deputada já se manifestou em outras ocasiões contra a postura de Flávio em relação a diferentes temas que afetam a classe trabalhadora.

Com a aproximação das eleições, a questão da jornada de trabalho e os direitos dos trabalhadores se tornam pautas centrais, e o debate proposto por Erika pode ser uma oportunidade para que as posições dos candidatos sejam esclarecidas à população.