Um caso chocante repercutiu em Palmas, Tocantins, após a descoberta do corpo de Gustavo Feitosa, uma criança de apenas 3 anos, em circunstâncias trágicas. O menino foi encontrado sem vida na residência do pai, Igor Gustavo Veloso de Sousa, que, junto com a madrasta, Kathellen Moreira, foi preso na madrugada do dia 6 de agosto.
Dias antes de sua morte, Gustavo gravou um vídeo emocionante onde manifestou seu medo de ir para a casa do pai, afirmando: “Ele me bate”. A gravação foi feita pela mãe da criança, Sabrina Feitosa, e se tornou um elemento crucial nas investigações. Ao ser questionado pelo motivo de não querer visitar o pai, Gustavo revelou sentir saudade da mãe.
A relação entre os pais de Gustavo era marcada por conflitos judiciais, com Sabrina lutando para garantir a segurança do filho. De acordo com a defesa da mãe, ela havia sido orientada a não impedir o contato da criança com o pai para evitar alegações de alienação parental. Além disso, Sabrina estava movendo uma ação para cobrar pensão alimentícia.
As circunstâncias que cercam a morte de Gustavo são alarmantes. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) revelou que a criança sofreu múltiplas agressões e violência sexual, levando a polícia a considerar a morte como suspeita. O exame apontou que a causa da morte foi um choque hemorrágico e neurogênico, resultante de hemorragia interna e laceração intestinal.
Na manhã da segunda-feira, 3 de agosto, Igor se dirigiu à 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil para informar sobre a morte do filho. Em seu depoimento, alegou ter encontrado a criança sem vida pela manhã, na piscina da casa. Entretanto, sua versão do ocorrido está sendo minuciosamente investigada pela Polícia Civil de Tocantins, que já iniciou um inquérito para esclarecer todas as circunstâncias do caso.
A Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB-TO) também tomou medidas sérias, afastando Igor de suas funções na entidade após o incidente. A tragédia trouxe à tona questões importantes sobre a segurança das crianças em situações de disputa de guarda entre pais, especialmente quando há indícios de violência.
A Polícia Civil prossegue com as investigações, ouvindo familiares e testemunhas para chegar à verdade dos fatos. O caso de Gustavo Feitosa não só destaca a vulnerabilidade das crianças em contextos familiares complicados, mas também levanta um alerta sobre a necessidade de monitoramento e intervenção em situações de potencial risco.




