A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) manifestou sua posição a favor da destituição de Gianni Infantino do cargo de presidente da Fifa. O pedido se baseia em uma série de controvérsias que marcaram a gestão do dirigente, incluindo questões ligadas ao projeto Fifa Forward Enterprise.
A presidente da NFF, Lise Klaveness, expressou a falta de confiança em Infantino, afirmando: “Decidimos que não há mais confiança em Infantino. A situação piora a cada ano. A confiança acabou para nós e não há volta para ele”, em declarações ao jornal britânico The Guardian.
Além de pedir a renúncia, a Noruega planeja apresentar uma denúncia ao Comitê de Ética da Fifa, citando três incidentes que colocam em dúvida a liderança de Infantino: a proposta de criação da Fifa Forward Enterprise, a concessão de um efeito suspensivo para o atacante Folarin Balogun durante a Copa do Mundo, e a polêmica premiação da Paz dada a Donald Trump.
Pressão crescente sobre Infantino
Os últimos dias têm sido marcados por uma pressão intensa sobre Gianni Infantino. Após diversas federações europeias retirarem seu apoio à reeleição do dirigente, membros da Concacaf também mostraram sinais de descontentamento. Uma reunião emergencial foi convocada por essa confederação para discutir a continuidade do apoio a Infantino, com várias federações expressando a vontade de se distanciar do presidente da Fifa.
Os descontentamentos das federações surgem após Infantino anunciar o encerramento do projeto Fifa Forward Enterprise, uma subsidiária que visava gerenciar os direitos comerciais de competições. A proposta previa que 20% da empresa fosse vendida para investidores externos, com uma expectativa de arrecadação de até US$ 4,2 bilhões (R$ 22,8 bilhões).
A situação se complica ainda mais com a retirada de apoio de órgãos como a Federação Inglesa de Futebol (FA) e a Associação de Futebol do País de Gales (FAW). No entanto, federações como a da Argentina e do Paraguai optaram por continuar a apoiar Infantino, criando um cenário polarizado dentro da Fifa.
Um momento crítico para a Fifa
Essa crise política representa um dos momentos mais difíceis para a Fifa desde que Infantino assumiu a presidência em 2016. A crescente insatisfação das federações nacionais e das confederações continentais não só questiona a liderança de Infantino, mas também reflete a instabilidade dentro da própria entidade máxima do futebol mundial, que enfrenta um período de incertezas.




