Coronel Foragido é Alvo de Ação Judicial por Dívida

Reginaldo Abreu de Azevedo, um coronel brasileiro considerado foragido após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), enfrenta uma nova complicação legal nos Estados Unidos. Atualmente residindo no país, ele é alvo de uma ação judicial movida pela Fundação Habitacional do Exército (FHE) para cobrar uma dívida de aproximadamente R$ 39 mil, resultante de um empréstimo feito em 2023.

A dívida de Azevedo deriva de um empréstimo inicial de cerca de R$ 60 mil, do qual ele recebeu efetivamente R$ 31 mil. A quantia foi parcialmente usada para quitar um débito anterior com a FHE, que girava em torno de R$ 28,5 mil. O coronel havia se comprometido a pagar mensalidades de cerca de R$ 1,5 mil, mas interrompeu os pagamentos em julho do ano passado, levando a dívida a um montante atualizado de R$ 39,9 mil em fevereiro deste ano.

Mandado de Prisão e Tentativas de Intimação

Além da cobrança financeira, Azevedo possui um mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos relacionados à tentativa de golpe que ocorreu em janeiro de 2023. A Polícia Federal e o Exército receberam ordens para cumprir essa prisão, mas Azevedo não foi encontrado em nenhum dos endereços visitados pelos oficiais de justiça na capital federal.

Durante as tentativas de intimação, foi revelado que o coronel havia vendido sua residência em Águas Claras, no Distrito Federal, em 2020. Esse desvio de endereço complicou ainda mais os esforços para notificar Azevedo sobre a dívida.

Defesa do Coronel e Justificativa para a Inadimplência

A defesa de Azevedo, representada pelos advogados Helder Lucio Rego e Diego Ricardo Marques, apresentou uma nota alegando que a interrupção dos pagamentos deve-se à suspensão de seu salário pelo Exército, ordenada pelo ministro Moraes. Segundo a defesa, essa situação foi além do controle de Azevedo, justificando a inadimplência.

“Ele sempre cumpriu com suas obrigações financeiras até a suspensão de seus vencimentos,” afirma a nota, que também menciona que a defesa está analisando os valores e encargos da dívida, além de considerar ações legais para contestar qualquer cobrança que considere indevida.

Contexto Legal e Consequências

Reginaldo Abreu de Azevedo, parte do núcleo 4 da trama golpista, foi condenado a 15 anos de prisão. Ele e outros membros do grupo são acusados de disseminar informações falsas sobre o sistema eleitoral e de participar em ações que comprometiam a ordem democrática, como ataques virtuais e campanhas de desinformação.

As acusações contra o grupo incluem tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada e deterioração de patrimônio tombado. Em meio a esse cenário, a situação financeira de Azevedo complica ainda mais sua já conturbada situação jurídica.