A disputa judicial envolvendo a atriz Letícia Sabatella e o seu ex-companheiro Daniel Dantas ganhou novos contornos com a manifestação da defesa nesta segunda-feira (17/8). A equipe jurídica, composta pelas advogadas Wanessa Ribeiro e Monique Dominice, divulgou um comunicado que trouxe à tona os últimos desdobramentos no caso que envolve a guarda do cachorro Bertholdo.

No documento, as advogadas revelaram que a veterinária que estava responsável pelos animais admitiu ter cometido apropriação indébita. Além disso, foi destacado que ela celebrou um Acordo de Não Persecução Penal e foi responsabilizada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária. O comunicado enfatizou que a Justiça já havia decidido pelo retorno do pet à sua família original.

Entenda o Caso

A situação envolvendo Letícia e Daniel teve início no começo do ano passado, quando a atriz tomou conhecimento de que seus cães, Bertholdo e Bebê, tinham sido dados para adoção sem seu consentimento. Na ocasião, Letícia estava em Curitiba, cuidando de sua mãe, e a veterinária havia assumido a guarda temporária dos animais. Durante esse período, um dos cães sofreu um acidente e recebeu assistência da veterinária.

Após a descoberta de que os cães foram adotados sem autorização, Letícia buscou a Justiça para reaver a posse dos animais. Em suas redes sociais, a atriz solicitou ajuda ao público, ressaltando que registrou um boletim de ocorrência e tentou resolver a situação amigavelmente antes de recorrer à Justiça.

A defesa de Letícia e Daniel também atualizou a situação dos dois animais. Enquanto Bebê já havia retornado para casa, Bertholdo ainda aguardava o cumprimento da ordem judicial que determinou sua busca e apreensão. “Bebê já voltou para casa. Agora, aguarda-se o cumprimento da decisão de busca e apreensão, da semana passada, para que Bertholdo também retorne ao ambiente onde sempre recebeu amor, cuidado e proteção”, afirmaram as advogadas.

Decisão Judicial

Recentemente, a Justiça do Rio de Janeiro decidiu pela busca e apreensão de Bertholdo, estabelecendo um prazo de dez dias para que a atual tutora do animal realizasse a devolução. Caso a entrega não ocorra, a decisão judicial autoriza o uso de força policial para garantir a devolução do cão. A juíza responsável pelo caso reconheceu que a adoção foi feita de boa-fé, mas também confirmou o direito de Letícia de recuperar seu animal, dada a falta de evidências que comprovassem a alegação de maus-tratos ou abandono.

Com isso, tanto Letícia quanto a atual tutora foram reconhecidas como vítimas de um processo de adoção indevido, ampliando ainda mais as complexidades legais do caso. Agora, a família aguarda a finalização do processo para que Bertholdo possa retornar ao lar e ser reintegrado à sua família.