A equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) demonstra uma postura otimista em relação à entrada de Pablo Marçal (PRTB) na corrida presidencial de 2026. Fontes próximas ao senador afirmam que existem “pontos em comum” nas propostas de ambos, o que pode enriquecer o debate político em torno do programa de governo de Flávio.

Pablo Marçal, no entanto, enfrenta sérios obstáculos legais que tornam sua candidatura incerta. Ele foi declarado inelegível até 2032 devido a condenações por abuso de poder econômico e outras irregularidades cometidas durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu, por unanimidade, manter essa inelegibilidade, ressaltando que Marçal teria promovido práticas inadequadas no uso de redes sociais para impulsionar sua campanha.

A justiça alegou que Marçal incentivou a criação e divulgação de vídeos promocionais de sua candidatura, o que foi considerado irregular e resultou em condenações que incluem uma multa de R$ 420 mil. Além disso, Marçal já havia sido condenado em outras ocasiões relacionadas à mesma eleição, mas ainda tem a possibilidade de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que poderia reverter sua situação.

Apesar dos desafios jurídicos, a campanha de Flávio Bolsonaro vê em Marçal uma oportunidade de explorar e discutir propostas semelhantes. A ausência de uma ameaça real à candidatura de Flávio é evidente, já que a inelegibilidade de Marçal pode inviabilizar sua participação efetiva na disputa presidencial.

Marçal, que originalmente havia considerado uma candidatura ao Senado por meio do União Brasil, surpreendeu ao ser lançado como candidato pelo PRTB na última semana, após uma decisão judicial que permitiu seu retorno ao partido. No entanto, a legalidade dessa filiação está sob análise, uma vez que a legislação eleitoral exige que os candidatos estejam afiliados a um partido pelo menos seis meses antes do pleito, prazo que expirou em 4 de abril deste ano.

A situação de Pablo Marçal continua a ser um tema de debate, tanto em função de suas propostas quanto por conta das complicações legais que enfrenta. A relação entre ele e Flávio Bolsonaro pode servir como um termômetro para as alianças que se formarão na corrida pelo Palácio do Planalto em 2026.