No último domingo (16), um grave acidente em Goiânia resultou no atropelamento de um casal, Fábio Alves Barbosa e Neifa Freitas de Farias Alves, ambos de 50 anos. A caminhonete Fiat Toro, conduzida por um adolescente de 17 anos, foi removida do local antes da realização da perícia, o que levantou questionamentos sobre a preservação da cena do crime.
Segundo o registro da ocorrência da Polícia Civil, tanto a caminhonete quanto a motocicleta do casal foram retiradas, comprometendo a possibilidade de uma análise detalhada do local do acidente. O delegado Rômulo Matos, da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), expressou sua preocupação em relação à liberação do veículo pelos militares presentes na cena. "Precisamos entender por que o carro foi liberado, se por descuido ou outra razão", disse.
Após a remoção do veículo, o proprietário, um sargento aposentado da Polícia Militar, levou a caminhonete a uma oficina e pediu urgência no reparo. A situação foi descoberta pela Depai durante a intimação do sargento, que resultou na suspensão imediata do serviço na oficina. "Orientamos tanto o sargento quanto a proprietária da oficina a preservar o veículo até a realização da perícia. Eles se comprometeram a não fazer alterações", explicou Matos.
O exame do veículo já foi solicitado à Polícia Técnico-Científica, que será responsável pela análise. De acordo com o delegado, as condutas dos adultos envolvidos no incidente poderão ser encaminhadas a outras unidades para investigação.
O acidente ocorreu no cruzamento das avenidas Perimetral Norte e Campinas, onde Fábio e Neifa estavam em uma motocicleta. O teste do bafômetro realizado no adolescente indicou uma taxa de 0,52 miligramas de álcool por litro de ar expelido, caracterizando embriaguez. Ambos os feridos foram levados ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), onde Neifa permanece internada em estado grave e entrou em protocolo de investigação de morte encefálica.
Fábio também está hospitalizado na UTI, respirando com ajuda de aparelhos. O caso continua a ser investigado pela Depai, que está ouvindo os envolvidos para esclarecer as circunstâncias do acidente e a conduta do adolescente.




