Condenação em Guarapuava
Em uma decisão recente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), uma garota de programa foi condenada por furtar o celular de um idoso de 64 anos na cidade de Guarapuava. O incidente ocorreu em 6 de maio de 2026 e chamou a atenção devido às circunstâncias inusitadas que o rodeiam.
A mulher admitiu em tribunal que havia retido o telefone como forma de garantir o pagamento de uma dívida de R$ 150, resultante de três encontros sexuais não pagos. Segundo relatos, o idoso frequentemente atrasava os pagamentos, levando-a a pedir pelo menos R$ 10 para jogar em um jogo local de azar, conhecido como tigrinho.
Detalhes do Caso
Após o furto, a jovem foi condenada a um ano e dois meses de reclusão, com a pena inicialmente em regime aberto. No entanto, a sentença foi convertida em uma pena restritiva de direitos, onde a ré deverá contribuir com um salário mínimo para uma entidade social designada pela Justiça.
Durante seu depoimento, a garota de programa alegou que o idoso frequentemente dizia que não tinha dinheiro disponível no momento de efetuar os pagamentos, o que gerava um acúmulo da dívida. Ela afirmou: "Ele ficou me devendo R$ 150,00; cada programa era de R$ 70,00, e sempre ao final ele dizia que pagaria outro dia."
Defesa e Argumentos
Por outro lado, o idoso contradisse a versão da mulher, afirmando que ela entrou em sua casa pedindo comida e aproveitou um momento de distração para subtrair o celular, trancando-o em sua residência antes de fugir. A juíza responsável pelo caso, Susan Nataly Dayse Perez Moraes, destacou que não havia excludentes de ilicitude que justificassem a ação da ré, e que não estavam presentes nos autos elementos que indicassem que, no momento do furto, ela não tinha plena consciência da ilegalidade de seus atos.
Repercussão do Julgamento
O caso levanta importantes questões sobre a relação entre prestadores de serviços sexuais e seus clientes, além dos desafios enfrentados por esses profissionais em situações de inadimplência. A condenação também traz à tona debates sobre a criminalização de atos motivados por dívidas em contextos vulneráveis.
Considerações Finais
O incidente em Guarapuava serve como um alerta sobre as complexas interações sociais e econômicas que podem levar a situações extremas. A Justiça, ao decidir a favor de uma penalidade, evidencia a necessidade de responsabilidade nas relações de consumo, mesmo em segmentos menos convencionais.




