Após dois dias de paralisação, as linhas 11-Coral e 12-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) iniciaram a manhã desta quinta-feira (6) com dificuldades operacionais devido a problemas técnicos. A interrupção ocorreu logo após o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) finalizar a greve na quarta-feira (5), após um acordo com o governo do estado.
De acordo com a CPTM, a falha foi identificada por volta das 6h20 e se tratou de uma “deficiência em equipamentos de via”. O problema foi solucionado às 6h40, mas durante esse intervalo, os trens foram forçados a circular em velocidade reduzida entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Estudantes na linha 11, além de entre Brás e Calmon Viana na linha 12. A linha 12-Safira, que também enfrentou paralisações durante a greve, não foi afetada por essa falha técnica.
A greve dos ferroviários, que começou na terça-feira (4), foi motivada por preocupações com a segurança dos empregos frente à privatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, atualmente operadas pela concessionária Trivia Trens. Em assembleia, os trabalhadores decidiram suspender a greve com 131 votos a favor do acordo versus 26 pela continuidade da paralisação. Apesar do retorno ao trabalho, o sindicato anunciou que manterá o estado de greve, vigilante em relação ao cumprimento dos compromissos firmados pelo governo de São Paulo durante as negociações.
Durante as negociações, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) expressou sua expectativa de que as operações das linhas fossem retomadas ainda na quarta-feira, especialmente durante o horário de pico. Uma das principais demandas dos ferroviários era a garantia de que seus postos de trabalho seriam preservados ao longo do processo de reestruturação da CPTM.
A greve foi precedida por um histórico de falhas nas linhas 11, 12 e 13, que já enfrentaram seis ocorrências significativas desde que a operação foi concedida à Trivia Trens. A situação mais crítica ocorreu em julho, quando um incêndio em um trem causou o desembarque de passageiros que tiveram que caminhar pelos trilhos na escuridão. Após esse incidente, a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM reassumisse a operação das linhas por até 90 dias, colaborando com a Trivia Trens.
Em comunicado, a Trivia Trens lamentou os transtornos causados aos passageiros e reiterou seu compromisso com a transparência e a investigação das causas das falhas operacionais.




