Na manhã deste sábado, 22 de agosto, o PSol enfrentou restrições em sua participação no evento de campanha do candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Bangu. A decisão de barrar a legenda foi tomada dias antes do ato e teve origem no ex-prefeito do Rio.
Embora a presença de membros da chapa principal do PSol tenha sido vetada, alguns parlamentares, como o deputado estadual Flávio Serafini e a deputada federal Talíria Petroni, conseguiram comparecer ao evento. Fontes ligadas à direção da Federação PSol-Rede revelaram que a articulação para incluir o PSol no palanque de Lula não avançou, levando a legenda a lançar candidatos próprios para a eleição, como o vereador William Siri ao governo e Mônica Benício ao Senado.
Internamente, há a percepção de que o Partido dos Trabalhadores (PT) não se empenhou o suficiente para viabilizar a participação dos candidatos do PSol no evento, especialmente após a divulgação de uma pesquisa do Datafolha que indicou empate entre a candidata do PSol e Pedro Paulo, integrante da chapa de Paes.
Além da restrição de acesso, houve um episódio de tensão pela manhã, quando a Prefeitura do Rio enviou equipes para retirar barracas de campanha de Siri que estavam montadas nas proximidades do evento. Após negociações, o material de campanha foi mantido no local.
Mônica Benício, embora tenha enfrentado essas dificuldades, relatou ter sido bem-sucedida em sua interação com a militância do PT, sem grandes incidentes. "Estamos aqui em Bangu, fazendo nossa panfletagem e apresentando nossa alternativa para a política do Rio. O sentimento das ruas pede por mudança", declarou a candidata ao Metrópoles, ressaltando a recepção positiva que teve, principalmente por parte das mulheres, e o desejo de promover uma política que represente a população.
Em contrapartida, o PSD justificou que o ato foi especificamente planejado para promover suas próprias candidaturas no estado, o que explicaria a exclusão do PSol.




