À medida que o prazo para registro de candidaturas se aproxima do fim, Alagoas se encontra em uma situação de incerteza política. Com apenas dois dias restantes, a única candidatura formalizada para o governo estadual é a de Lenilda Luna, representante do União Popular.

Os outros possíveis candidatos, Renan Filho (MDB) e João Henrique Caldas, conhecido como JHC (PSDB), ainda não definiram suas postulações. Ambos figuram como líderes nas pesquisas de intenção de voto, mas permanecem sem palanques estabelecidos. O prazo para o registro oficial das candidaturas se encerra às 19h deste sábado, dia 15 de agosto.

No contexto atual, a situação é particularmente nebulosa para os tucanos. JHC ainda não tomou uma decisão definitiva sobre qual cargo pretende disputar. Enquanto isso, seus aliados aguardam ansiosamente, diante de rumores crescentes de que ele possa buscar uma cadeira no Senado.

A confusão se agrava, pois nem mesmo os líderes da federação PSDB/Cidadania em Alagoas têm clareza sobre as intenções do ex-prefeito de Maceió. Segundo informações extraoficiais, o acordo que possibilitou a filiação de JHC ao partido envolvia a sua candidatura ao governo, além de ampliar a bancada do PSDB na Câmara dos Deputados com candidatos considerados “puxadores de votos”, como a ex-primeira-dama de Maceió, Marina Candia.

Apesar da expectativa gerada pela convenção do PSDB em 5 de agosto, na qual o vice-presidente da federação, Regis Cavalcante, anunciou que JHC seria candidato, seu nome não consta na ata oficial, o que alimenta as especulações sobre sua real intenção.

A expectativa é que até esta sexta-feira (14 de agosto) a ata executiva que formaliza as candidaturas ao governo, à vice e as duas vagas ao Senado seja enviada. A responsabilidade de indicar o candidato a governador e uma das vagas no Senado recairá sobre os tucanos, enquanto a outra será definida em conjunto com os partidos aliados: PL, PDT, Federação União Progressista e DC.

Inicialmente, o Podemos e a Federação Renovação Solidária (PRD/SD), juntamente com o Avante, estavam incluídos na coligação do PSDB, mas acabaram se aliando ao MDB de Renan Filho. Diante da incerteza em relação ao futuro de JHC, a oposição aos Calheiros começou a considerar uma candidatura alternativa: o vereador bolsonarista Leonardo Dias (PL).

As atas indicam que a coligação entre a Federação União PP, liderada pelo ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, e o PL condicionou a continuidade da aliança ao PSDB à candidatura de JHC ao governo. Caso o ex-prefeito decida não concorrer, a aliança poderá ser dissolvida.

Próximos passos do calendário eleitoral

O calendário eleitoral estabelece as seguintes datas importantes:

  • 15 de agosto: prazo final para registro de candidaturas até às 19h.
  • 16 de agosto: início formal da campanha e das propagandas para as eleições de 2026.
  • 28 de agosto: início da propaganda eleitoral gratuita na rádio e na TV.
  • 14 de setembro: lacração oficial dos sistemas eleitorais.
  • 1º de outubro: prazo final para comícios, propagandas e debates.
  • 4 de outubro: realização do primeiro turno das eleições.
  • 9 de outubro: início da propaganda eleitoral para o segundo turno.
  • 25 de outubro: realização do segundo turno das eleições.

No lado de Renan Filho, a estratégia é aguardar o desenrolar dos acontecimentos, observando a definição de seu adversário. Membros de sua campanha apresentam opiniões divergentes sobre o que esperar de JHC, mas todos concordam que a oposição terá um candidato definido ao final deste processo. O ex-ministro dos Transportes ainda não decidiu quem será seu vice nem os suplentes dos candidatos do MDB ao Senado, Renan Calheiros e Dr. Wanderley, sendo essas vagas a serem preenchidas por partidos aliados.

Atualmente, o MDB conta com diversas coligações, incluindo PSD, PSB, Federação PT/PC do B/PV, e outros, sob o slogan “Pra Alagoas fazer história de novo”.