O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo do Maranhão, Felipe Camarão, expressou sua expectativa de ver Flávio Dino, atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e seu mentor político, ocupando a Presidência da República. Durante uma entrevista ao podcast Bambaê, Camarão elencou a trajetória política de Dino e manifestou seu desejo de que ele atinja novos patamares na política nacional.
"Flávio Dino já ocupou diversos cargos relevantes, como juiz federal, deputado e governador, e é um dos grandes nomes da política brasileira. Se Deus quiser, ele será presidente da República", afirmou Camarão, destacando a trajetória inspiradora do ministro.
Camarão, que se considera um afilhado político de Dino, atribuiu sua própria carreira a ele, afirmando: "Tudo que aprendi na política deve-se a Flávio. Ele me proporcionou oportunidades e é uma fonte de inspiração e ensino para mim".
A relação entre os dois já havia sido evidenciada anteriormente, quando Dino mencionou Camarão como um possível candidato ao governo estadual durante uma aula no Centro Universitário UNDB, em São Luís. Na ocasião, o ministro sugeriu que Teresa Helena Barros poderia ser a vice de uma chapa liderada por Camarão, o que mostra a proximidade política entre eles.
No entanto, a situação política no Maranhão está repleta de tensões, com a disputa acirrada entre o grupo de Dino e o atual governador, Carlos Brandão, que se afastou do ex-aliado após assumir o cargo em 2022. Brandão, ex-vice de Dino, optou por apoiar seu sobrinho, Orleans Brandão, para a sucessão estadual, o que gerou um racha na base política que antes unia os dois.
A divisão tem gerado preocupações nas lideranças do PT no Maranhão, que temem que a fragmentação da base beneficie Eduardo Braide, também candidato ao governo pelo PSD. Camarão, por sua vez, tem reforçado sua conexão com Dino em sua campanha, mencionando o ex-governador em seu programa de governo e destacando as políticas que foram implementadas durante as gestões de Dino no estado.
Apesar das especulações sobre o futuro de Dino na política, o ministro do STF, quando foi indicado por Lula em 2023, negou que tivesse qualquer intenção de retornar ao cenário político, assegurando que não pretendia utilizar sua posição na Corte como uma plataforma para candidaturas futuras. Contudo, as declarações de Camarão reavivam o debate sobre o potencial de Dino como candidato à presidência.




