A soltura de Alex Leandro Bispo dos Santos, um empresário de 40 anos, gerou repercussão na sociedade após ele ser acusado de jogar sua namorada, Maria Katiane da Silva, de 25 anos, do 10º andar de um prédio na zona sul de São Paulo. Essa decisão judicial foi tomada cinco meses depois de sua prisão preventiva, que foi convertida em liberdade após um pedido de habeas corpus.

A juíza responsável pelo caso, Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro, apontou em sua decisão que Alex se vangloriava de ser um "escorpião do Primeiro Comando da Capital (PCC)". Embora a juíza não tenha detalhado as implicações desse título, ela mencionou que o empresário já possuía antecedentes criminais e que suas ações estavam ligadas a essa organização criminosa.

O Tribunal de Justiça de São Paulo foi contatado para esclarecer os motivos que levaram à liberação de Alex, mas ainda não se manifestou publicamente. A soltura não significa absolvição; o empresário continuará a responder pelo homicídio e deverá seguir algumas condições para permanecer em liberdade.

  • Não poderá deixar a comarca onde reside por mais de oito dias sem autorização judicial.
  • Deverá manter uma distância mínima de 500 metros das testemunhas e evitar qualquer tipo de contato com elas.
  • É obrigatório atualizar seu número de telefone e WhatsApp nos registros do processo.
  • Deverá comparecer ao juízo a cada dois meses para informar suas atividades.

A acusação de homicídio está sendo analisada pela Justiça, e a revogação da prisão cautelar não implica na inocência do réu. Logo, o processo ainda seguirá seu curso legal.

O crime que resultou na morte de Katiane ocorreu na madrugada de 29 de novembro de 2025. Inicialmente, Alex alegou aos familiares que a namorada havia caído durante uma discussão. No entanto, as investigações da Polícia Civil, que incluíram a análise de imagens de câmeras de segurança do prédio, desmentiram essa versão.

As imagens mostram Alex agredindo Katiane, enforcando-a e arrastando-a à força para fora do elevador. Após a queda, o empresário retornou ao elevador, visivelmente em desespero, colocando as mãos na cabeça e sentando-se, em um gesto que sugere angústia.

De acordo com os autos do processo, Alex e Katiane estavam em um relacionamento e tinham retornado de uma balada no dia do incidente. A discussão que se seguiu foi interrompida por seguranças, mas, ao chegarem ao condomínio, Alex partiu para a agressão na garagem e continuou a violência dentro do elevador, até que Katiane caiu do 10º andar. O Ministério Público alega que a queda foi um homicídio e não um ato de suicídio.