Em um cenário eleitoral marcado por tensões, a Polícia Federal (PF) anunciou que sete dos 13 candidatos à presidência aceitaram a proteção durante a campanha, que começou em 20 de julho. A medida visa garantir a segurança dos postulantes ao Planalto, e a operação está orçada em R$ 95 milhões.
Candidatos que Aceitaram a Proteção
Os candidatos que optaram pela proteção incluem figuras proeminentes, como parte essencial das medidas de segurança que estão sendo implementadas. No entanto, três candidatos, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rui Costa Pimenta (PCO) e Hertz Dias (PSTU), decidiram recusar a oferta da PF.
Motivos para a Recusa
Flávio Bolsonaro, que rejeitou a proteção, expressou desconfiança em relação ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, alegando que o efetivo que seria destinado à sua segurança poderia ser utilizado para outros fins. Ele pediu que os agentes fossem direcionados para investigações de fraudes envolvendo aposentados do INSS.
Por outro lado, Hertz Dias, candidato do PSTU, foi claro ao afirmar que a decisão de dispensar a segurança se baseou na avaliação de que o risco enfrentado por sua candidatura era baixo. Em declaração, o presidente do partido mencionou a necessidade de um esforço excessivo para adaptar a campanha às exigências da segurança, o que seria difícil para um partido pequeno. O PSTU deixou em aberto a possibilidade de reavaliar a situação caso surgissem ameaças concretas.
Wilson Grassi, candidato do Democrata, também não recebeu a oferta de segurança da PF, alegando que sua candidatura não enfrentava riscos significativos. Ele se mostrou aberto a analisar a necessidade de proteção caso a situação mudasse.
Operação de Segurança da PF
A operação da Polícia Federal envolve a mobilização de até 458 profissionais, incluindo agentes de proteção e equipes logísticas. A estrutura está capacitada para atender até 10 candidaturas simultaneamente, e os custos cobrirão a mobilização dos agentes, aquisição de equipamentos de segurança como viaturas blindadas, coletes e sistemas antibombas.
Além disso, cada candidato contará com um planejamento individualizado, levando em consideração o histórico de ameaças e a dinâmica das regiões que visitará. As equipes realizarão reconhecimentos prévios dos locais para garantir a segurança durante os eventos.
Critérios e Igualdade na Proteção
A PF assegura que, apesar dos planejamentos individuais, todos os candidatos receberão tratamento isonômico. O mesmo conjunto de critérios e protocolos será aplicado, garantindo uma abordagem uniforme em termos de segurança.
Conclusão
À medida que a campanha avança, a segurança dos candidatos torna-se uma prioridade indiscutível. A atuação da Polícia Federal reflete a necessidade de proteção em um contexto eleitoral que pode ser tumultuado, destacando a importância de garantir a integridade de todos os envolvidos no processo democrático.




